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sábado, 13 de maio de 2017

Ao cortar nepotismo, Valmir mostra sintonia com os novos tempos



Prefeito Valmir Climaco

Ao tomar a decisão de demitir contratados que são parentes do secretário de administração Ronny Freitas, o prefeito Valmir Climaco fez o que precisava fazer, e de quebra jogou pra galera.

Ronny é um secretário que entrou com prazo de validade curto, pois tanto dentro como fora do governo sempre houve muito ceticismo sobre sua competência para tocar a pasta que lhe coube por ser o presidente do DEM, e por ter ficado com Valmir, a despeito de todas as tentativas para leva-lo para outras candidaturas a prefeito.

Eu mesmo lhe disse, pouco depois da posse do atual governo, que somente ele poderia mudar a opinião da maioria a seu respeito. Mas, ele só fez piorar as coisas com essa prática descarada de nepotismo.

A presença de parentes do titular nessa secretaria era uma coisa que incomodava o prefeito, que esperava o momento oportuno para se livrar dessa incômoda carga. E a oportunidade chegou.

Valmir não iria demitir ninguém apenas pelas divulgações nas redes sociais, pois isso poderia parecer fraqueza de sua parte. Ele precisava de um argumento mais forte, mais contundente, que chegou na forma do comentário de Weliton Lima, um jornalista respeitado, no Focalizando, o mais assistido telejornal de Itaituba.

O nepotismo patrocinado por Ronny Freitas foi sendo fritado aos poucos pelas redes sociais, sobretudo no WhatsApp; foi motivo de muitos comentários nos bastidores da Câmara Municipal, sem que nenhum vereador tenha tomado a iniciativa de levantar essa discussão, até chegar à grande mídia, onde o processo de fritura foi completado.

O prefeito seguiu os passos de seu colega de Santarém, Nélio Aguiar, que também esperou que a grande mídia estampasse manchetes denunciando casos de nepotismo, para baixar uma portaria proibindo a contratação de parentes para cargos na administração municipal.

Saiu-se bem Nélio lá e sai-se bem Valmir aqui, ao dar a resposta que a população esperava a respeito do caso, embora ambos, estrategicamente tenham esperado demais. E não foi por covardia, mas, por conveniência política.

Por duas vezes, nesse caso, juntou-se a fome, com a vontade de comer.

No primeiro caso, Valmir esperou que o processo de fritura avançasse até o limite máximo para tomar providência, como tomou.

No segundo caso, a grande mídia, que fez o caldo entornar de vez contra o secretário de administração, não teve como ser tachada de inimiga do governo, ou perseguidora, ao dar grande publicidade ao fato através do comentário do Weliton, pois o assunto já estava na boca do povo pelas redes sociais.

Os tempos são outros, senhores políticos e assessores de todos os níveis. Hoje, a informação veicula em tempo real. E quem não se adequar a esses novos tempos, vai continuar tendo problemas e explicações a dar sobre sua conduta enquanto agente público.

É bom que continue assim porque, nunca na história deste país, como diria o ex-presidente Lula, foi tão difícil para quem ocupa cargos na administração pública fazer coisas erradas e escondê-las por muito tempo.

Melhor para o político Valmir, que prometeu ser diferente e até agora está cumprindo em boa dose, e melhor para o município, que pode continuar acreditando em seu gestor, enquanto ele continuar merecendo essa confiança.

Jota parente

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