Dois casos diagnosticados de microcefalia acenderam a luz amarela na Secretaria Municipal de Saúde de Belém. Os recém-nascidos, de aproximadamente 20 dias, estão esperando resultado de exames para identificar se os casos estão relacionados ao zika vírus, transmitido pelo mosquito aedes aegypti. Um dos bebês veio transferido de Parauapebas. A Sesma confirmou também na tarde desta segunda-feira (07), que de janeiro até o último 4 de dezembro de 2015, registrou 1.149 casos de dengue em Belém, ou seja, em média 3,14 pessoas são infectadas pelo aedes aegypti por dia na capital paraense. Uma a cada oito horas em média.
Do total de casos, 344 (30%) foram registrados no Distrito Administrativo da Sacramenta, que é composto pelos bairros do Telégrafo, Pedreira, Barreiro, Sacramenta, Maracangalha, Miramar e Fátima, sendo que os bairros da Sacramenta e da Pedreira concentram o maior número de casos confirmados. Em seguida, com um total de 258 casos, está o distrito administrativo de Belém, cujo bairro do Marco lidera as ocorrências de casos confirmados.
Recém-nascidos
A diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesma, Leila Flores, diz que no caso dos bebês com microcefalia a secretaria está seguindo o protocolo do Ministério da Saúde. ‘Até o momento só tivemos duas notificações de microcefalia. Tanto as mães quanto as crianças estão sendo submetidas a exames para a confirmação ou não da relação com o zika vírus. E as crianças que por ventura forem notificadas serão seguidas atendendo ao protocolo de pessoas portadoras de deficiência da rede de deficiência do município de Belém’. Para o Ministério da Saúde, a microcefalia é confirmada quando o bebê nasce com o crânio de tamanho menor ou igual a 32 centímetros em gestações de nove meses de duração.
A Sesma informa também que aumentou de 550 para 900 os agentes de combate ao mosquito, que além da zyca transmite dengue, febre amarela e a febre chikungunya.
Leila Flores ressalta que as crianças diagnosticadas com microcefalia são encaminhadas à Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência do Município de Belém por meio da regulação para dar início imediato ao tratamento de estimulação precoce.
Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal
Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal
Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal
Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal
Combate
Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.
Não há vacina, nem tratamento específico para a doença. Segundo o Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco de hemorragias.
O Departamento de Vigilância em Saúde da Sesma intensificou nos últimos dias as ações de combate e controle do mosquito nas localidades com maior incidência e infestações. A Sesma faz pesquisa de larvas do mosquito em domicílio e eliminação destas quando encontradas; borrifação com Aerosystem (inseticida) intradomiciliar em locais em que há casos confirmados; controle químico (fumacê), quando necessário; palestras para a rede municipal de saúde.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), 36 casos de zika foram confirmados no Pará. Uma adolescente de 16 anos morreu em outubro por causa da doença. A Sespa informou que ainda está fazendo um levantamento dos casos de microcefalia no estado.
Todos os casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya em Belém devem ser notificados à Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sesma, através dos telefones 3344-2475, 3344-2460, 98417-3985 ou pelo email: dvebelem@hotmail.com. Para esclarecimento de casos suspeitos ou solicitação de visita da equipe de controle de endemias, a prefeitura disponibiliza o Disque Endemias: 3344-2466.
Fonte: o liberal
Fonte: o liberal
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