Alessandra Fagundes Campelo, 35 anos, foi presa em flagrante enquanto tentava entrar com drogas no Centro de Detenção Provisório de Icoaraci (CDPI). A mulher escondeu o entorpecente na calcinha, mas foi descoberta durante uma revista feita por agentes prisionais femininas. O caso ocorreu na tarde do sábado (12) e o crime será investigado pela Polícia Civil.
A mulher que mora no bairro da Marambaia, foi até o presídio para visitar o filho, que está preso há três meses depois de ter participado de um assalto com refém. Ela afirma que recebeu uma ligação de dentro do centro de detenção. O pedido era que Alessandra deveria entrar na casa penal com drogas. Caso aceitasse fazer a entrega, receberia R$ 100 por realizar o transporte. 'A pessoa que me ligou me deu as instruções de onde deveria buscar a droga e durante a visita ao meu filho eu deveria tentar entrar. Fiz porque estava precisando do dinheiro. Mas não foi o meu filho quem mandou eu fazer isso', diz a mulher que foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
A acusada escondeu o entorpecente na calcinha, mas durante a revista que é realizada por agentes prisionais, o pacote de cocaína em pó e um de maconha, foi identificado com Alessandra e ela acabou presa. O centro de detenção está localizado ao lado da Seccional de Icoaraci. O delegado Luiz Roberto Nicácio, que preside o inquérito sobre o caso, explica que a prisão da mulher irá desencadear uma investigação na tentativa de descobrir quem foi a pessoa que solicitou a droga. 'Este é um caso muito sério, pois demonstra que o comando do tráfico de drogas vem de dentro da cadeia. Eles tem facilidade para se comunicar com quem está na rua. Vamos investigar porque o que acontece nesse caso é uma sequência de crimes que precisa ser combatido', avalia o delegado.
Alessandra afirma que durante o período em que o filho está preso não teve dificuldade para manter contato com ele. 'Sempre nos falamos por telefone. Eu acho que alguém pegou o meu número com ele. Me ligaram, eu estava precisando, então decidir me arriscar. Eu não comprei essa droga, me deram. Na ligação, me passaram o dia e a hora que deveria ir buscar. Me deram na rua, lá no bairro da Pedreira. Eu peguei e durante a visita tentei entrar. Foi apenas isso', diz a acusada.
O liberal
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