O Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil transcorreu semana passada e a data serviu para despertar a conscientização da população sobre o problema e valorizar a luta das crianças para superar a doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos cerca de 12 a 13 mil crianças e adolescentes de 1 a 19 anos são diagnosticados com câncer no Brasil.
Atualmente, a doença é a causa número 1 das mortes de pessoas nessa faixa etária. No entanto, estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.
Por isso, os pais devem sempre estar atentos a quaisquer mudanças na saúde dos filhos, prestando atenção em alguns sintomas que podem estar associados ao câncer. Alguns deles são palidez, manchas roxas sem relação com machucados, febre, dor abdominal e urina com sangue, entre outros.
Se ocorrer surgimento desses e de outros sintomas incomuns, é fundamental a consulta e acompanhamento do pediatra. Já no caso de confirmação da doença, o acompanhamento médico para o tratamento adequado do câncer é fundamental. Além disso, o cuidado psicológico não pode deixar de existir, tanto para as crianças quanto para os pais, para que todos lidem com a situação da melhor maneira possível.
Diferentemente do câncer de adulto, o câncer da criança geralmente afeta as células do sistema sangüíneo e os tecidos de sustentação. enquanto que o do adulto afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (câncer de mama, câncer de pulmão). Doenças malignas da infância, por serem predominantemente de natureza embrionária, são constituídas de células indiferenciadas, o que determina, em geral, uma melhor resposta aos métodos terapêuticos atuais.
Os cânceres infantis, quando no início, são facilmente confundidos com patologias menores, comuns em crianças. A presença de gânglios, por exemplo, pode denunciar um linfoma ou leucemia: a barriguinha volumosa pode indicar, ao invés de uma verminose, a presença de tumor no rim ou alças intestinais; enquanto dores de cabeça, inchaços ou distúrbios de visão prolongados, também podem sinalizar algum tipo de câncer.
As estatísticas mostram que a cada ano, mais de 160 mil crianças são diagnosticadas com câncer no mundo. 80% dos pacientes infantis vivem em países em desenvolvimento. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), nos países desenvolvidos, três de cada quatro crianças com câncer sobrevivem ao menos cinco anos depois de terem sido diagnosticadas, graças aos progressos no diagnóstico e tratamento dessa doença. Nos países em desenvolvimento, mais da metade das crianças diagnosticadas com câncer tem probabilidade de morrer.
Estima-se que ocorrerão cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil por ano em 2016 e em 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 6.050 e 2.750, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.320), Centro-Oeste (1.270) e Norte (1.210).
O liberal
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