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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Novas drogas nas ruas O Laboratório do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves identificou duas novas substâncias psicoativas circulando no Estado.

Responsável por periciar todas as drogas apreendidas pelas polícias Civil e Militar do Pará, o Laboratório do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves recebe com frequência amostras de entorpecentes para fins de flagrantes, com a emissão de laudos definitivos. No ano passado, duas novas substâncias psicoativas foram detectadas pelos peritos: Nbome e Metilona. “A primeira é um alucinógeno bem parecido com o LSD, que provoca alteração nos sentidos. A Metilona é um comprimido colorido que também deixa a pessoa transtornada”, explica a gerente do laboratório de toxicologia, Luciana de Melo.

O parque laboratorial do CPC Renato Chaves tem um dos laboratórios forenses mais modernos da região Norte, ficando em quinto lugar entre os melhores do país. Conta com tecnologia e equipamentos de última geração e uma equipe multidisciplinar de 20 peritos criminais, com formação em farmácia, bioquímica, biologia e biomedicina. O laboratório é composto pelas gerências de Exames Físicos, Químicos e Biológicos (EFQB), de Toxicologia e de Instrumental, onde são realizadas as perícias de drogas, pesquisas de fluídos biológicos, toxicologias e exames de DNA.

A coordenadora do laboratório forense, Izameire Correa, esclarece que toda droga, de acordo com a legislação brasileira, deve ser submetida à perícia para ter certeza que o material apreendido é um entorpecente. Entre as contraprovas analisadas, a cocaína e a maconha ainda lideram a lista das mais apreendidas.

Ao receber a amostra da substância para perícia, os profissionais emitem um primeiro laudo, chamado de provisório. Os peritos têm um prazo legal de dez dias para emitir o laudo, mas as drogas são periciadas em menos de 24 horas e devolvidas às autoridades responsáveis. Neste momento, já é possível informar se o material é ou não um entorpecente. Em seguida, um segundo laudo é elaborado, desta vez com o uso de um equipamento de cromatografia gasosa com espectrometria de massa capaz de identificar o grupo funcional da droga. “Através dele, identificamos se a substância é um canabinóide como a maconha ou um alcalóide como a cocaína, anestésicos, medicamentos, ecstasy, por exemplo”, explica Izameire.

Desde 2011, o Sistema de Segurança Pública do Governo do Estado vem investindo no aparelhamento das polícias para intensificar as ações de repressão ao crime de tráfico de drogas. Entre os investimentos estão a aquisição de novas aeronaves do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e aumento das bases de atuação do grupamento, em todo Estado, além da ampliação da estrutura da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), que passará a ser chamada de Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). O novo prédio da Denarc, localizado na antiga delegacia do bairro do Telégrafo, deve ser inaugurado até o final deste ano.
O liberal

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