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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Corpo de agricultor é encontrado em ramal em Mosqueiro Família diz que ele chegou a ser preso pela polícia e depois sumiu. Ele não tinha antecedentes criminais

O agricultor Anderson Gomes Resende, 24 anos, estava desaparecido desde o final de semana. Na tarde desta terça-feira (23), a família da vítima foi informada que o corpo havia sido localizado em um ramal, de difícil acesso, no Distrito de Mosqueiro. Testemunhas afirmam que o crime foi cometido por policiais militares.

O irmão da vítima, Adalto Resende, afirma que descobriu na manhã de domingo que o irmão caçula estava desaparecido. A última vez que foi visto, o rapaz estava sendo preso.Foto: Cláudio PInheiro/ O Liberal
Foto: Cláudio PInheiro/ O Liberal

A vítima tinha ido deixar a namorada em casa, quando foi agarrado por uma guarnição da PM. A prisão foi presenciada por moradores de Mosqueiro que vivem próximo a ponte do Murubira. ‘A nossa valência foi que houve testemunhas. As pessoas viram o que ocorreu, que meu irmão lutou para não ser levado. Mas foi agredido e jogado na viatura. De lá, ele desapareceu’, lamenta o irmão.

Depois de ser informado que Anderson tinha sido preso, Adalto foi até a seccional do Distrito. Entretanto, descobriu que o rapaz não foi apresentado na delegacia e nem voltou para a casa. A partir daí a família iniciou um busca que só teve fim hoje à tarde, quando um idoso localizou o corpo, enquanto queimava madeira. A testemunha sentiu o cheiro forte e a presença de urubus, quando se aproximou identificou o cadáver na mata, já em avançado estado de decomposição.

O corpo da vítima estava em um local de difícil acesso, no ramal do Caruaru. Os moradores afirmam que à noite quase ninguém entra no ramal. Na madrugada de domingo apenas os tiros foram ouvidos.Foto: Cláudio PInheiro/ O Liberal
Foto: Cláudio PInheiro/ O Liberal

Depois a receber a informação de que policiais militares poderiam estar envolvidos no desaparecimento, os familiares da vítima fizeram um boletim e ocorrência na seccional local e comunicaram o caso ao Ministério Público. "As testemunhas anotaram o número da viatura e isso será importante para descobrir quem estava com ele nesse dia. O nosso desejo agora é por justiça. Meu irmão trabalhava comigo na roça. Era uma Boa pessoa, nunca fez nada de errado", diz.

A família afirma que a vítima já tinha sido ameaçada, mas desconhece qual teria sido a motivação. Anderson não possuía antecedentes criminais e deixou duas filhas pequenas. ‘A gente vê que tudo é acerto de contas. Eu quero descobrir que acerto eles tinham com o meu irmão. Meu irmão foi agredido. Está assim desde jeito. Eu o reconheci apenas por uma tatuagem, com o nome de uma das filhas e é um terço na barriga. É esse a polícia que existe para nos proteger? Vem e mata!", questiona o irmão da vítima.
O liberal

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