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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Polícia Civil deflagra operação para desarticular esquema de corrupção no Detran


A Polícia Civil do Pará concedeu entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29), no prédio da Delegacia-Geral, em Belém, para prestar informações sobre a deflagração da operação “Tártaro” que desarticulou um esquema de corrupção formada por servidores públicos do Departamento de Trânsito do Estado (Detran-PA),
despachantes e outras pessoas investigadas, pela venda de lacres de placas automotivas, para posterior revenda de veículos. Ao todo foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisões preventivas. Na ocasião, 8 prisões foram cumpridas, em Belém e região metropolitana.
Dentre os presos estão: José Raimundo Borges Costa, Edson Sousa dos Santos, Valdecy Barros Almeida, Fábio Pereira de Freitas e Antônio José Maia Gonçalves (Servidores do Detran); Clarence Neves Coelho, conhecido por “Bono” e Patrício Siqueira Barros, conhecido “Geleia” (Receptadores); e Jeová de Jesus Silva (Despachante). A Operação foi realizada pela Polícia Cívil, sob coordenação do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil (NIP), e contou com 22 equipes formadas por cerca de 80 policiais civis das Diretorias de Combate à Corrupção (DECOR), de Polícia Metropolitana (DPM), de Polícia Especializada (DPE) e do GPE (Grupo de Pronto-Emprego), grupamento tático da Polícia Civil. A Delegacia Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), foi quem iniciou a investigação. A operação denominada “Tártaro” se dá pelo fato de tal atividade ilícita já está enraizada na instituição DETRAN, desde as gestões anteriores.

Durante a entrevista, o delegado-geral Alberto Teixeira explicou, que ao serem acionados pela direção do DETRAN, para que a Polícia Civil fizesse uma investigação ampla, a cerca das fraudes ocorridas no órgão. Diante disso foi montado uma força tarefa onde os inquéritos foram direcionados para o Núcleo de Inteligencia Policial (NIP). “Desta forma foi dado início as investigações, que posteriormente foi constatado que dentre as fraudes haviam vendas de lacres, bem como o recebimento de propina nas vistorias veiculares, a parti daí, foram apuradas as fraudes e obtido sucesso na ação, conseguindo chegar na autoria dos crimes que logo após, foi representada ao poder judiciário a vara de inquéritos”,ressaltou.

Segundo o delegado-geral, é importante que a Polícia Civil faça gradativamente ações pontuais contra aqueles que vem cometendo crimes nos órgãos estatais. “Infelizmente esse tipo de crime já vem sendo praticado desde as gestões anteriores do DETRAN, e a Polícia Civil continuará agindo não só apenas em detrimento do órgão do DETRAN, mais também a outros órgão do Estado, para combater esses tipos de crimes”, finalizou.

O delegado da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Artur Carlos Júnior, que estava a frente da investigação, explicou que após o setor de inteligência do DETRAN sinalizar para a equipe da DRCO, acerca dos crimes que vinham sendo investigados. Segundo o delegado paralelamente a este crime, coincidiu com uma investigação que a equipe da DRCO, já vinha investigando a mais ou menos três anos.

Diante disso, explicou Artur, foi percebido a facilidade das pessoas que roubavam os veículos e conseguiam torná-los novamente ao mercado e ao cruzar as informações do setor de inteligência do DETRAN, com as informações apuradas pela DRCO, chegamos aos criminosos, identificando a conduta de cada um ,o cargo que cada um exercia e suas participações no crime.

“A investigação se deu basicamente na corrupção que estava havendo, dentro da instituição DETRAN, dentre os servidores também estão envolvidos terceiros, que também fomentavam o crime, através do ciclo vicioso que já vinha ocorrendo a mais ou menos uns três anos”, ressaltou.

Para o Diretor de Polícia Especializada (DPE), delegado Sérvulo Cabral, para que os crimes envolvendo furto e roubo de veículos automotores ocorram e venham se fortalecer, tem que haver uma atividade criminosa que possa esquentá-los, para que assim, aquele veículo volta a circular normalmente. “Por trás desse tipo de crime, sempre tem uma rede criminosa que dar sustentáculo etorna-os supostamente legal, para que o veículo possa circular novamente. Ninguém furta e rouba veículo para acumular e manter para sí um monte de veículos, pois fatalmente a Polícia Chegara ao veículo roubado”, destacou. A desarticulação desse esquema de corrupção, faz com que o número de roubo e furtos de veículos caiam grandiosamente, finaliza.

Os acusados responderão pelos crimes de Peculato, furto, Associação Criminosa, receptação e inserção de dados falsos em sistema.

RG 15 / O Impacto com informações da PC

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