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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Pará e líder do trabalho escravo no brasil programa discute trabalho escravo nas salas de aula "Escravo, nem pensar!" leva informações sobre a prática a alunos dos ensino médio e fundamental

O Pará é líder do ranking de estados brasileiros com incidência de trabalho escravo. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, de 1995 a 2013 foram libertados 12 mil trabalhadores no estado, mais de 25% do total de resgatados em todo o país.

Diante dessa situação, o programa “Escravo, nem pensar!”  desenvolveu, entre 2014 e 2015,  um projeto de formação continuada para gestores de Secretarias Municipais de Educação (SMEs) de 11 municípios do sul e sudeste paraense para abordar o tema do trabalho escravo nas escolas. Os 11 municípios que participaram do projeto foram  Canaã dos Carajás, Curionópolis, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Geraldo do Araguaia e Tucumã.

O objetivo da ação é prevenir o problema por meio da disseminação da informação em áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica. Nesse contexto, o papel das escolas é fundamental, já que elas possuem capacidade de multiplicar o conhecimento sobre a prática do trabalho escravo, alertando os alunos – para que não sejam futuramente aliciados e explorados -, e também seus familiares que já são trabalhadores.

Com a realização do projeto, 1,3 mil educadores inseriram o tema do combate ao trabalho escravo em 171 escolas, envolvendo 33 mil alunos de todos os segmentos escolares: Ensino Infantil, Fundamental I e II, Médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Foram produzidos textos, poesias, paródias, desenhos, dramatizações, maquetes, pintura de muros, seminários, debates e mesas-redondas, mobilizando a comunidade escolar, pais, entidades da sociedade civil e agentes de outras instituições públicas.

Além de expandir a rede de proteção e prevenção ao aliciamento e ao trabalho escravo em uma das regiões mais impactadas por essas práticas criminosas, a ação serve como referência para novos projetos direcionados a gestores públicos da Educação.

FORMAÇÃO

Esse projeto teve início em 2012, quando se realizou uma pesquisa de para a coleta de dados relacionados às estruturas e demandas das secretarias municipais. Com base nessas informações, durante o ano seguinte (2013), o programa “Escravo, nem pensar” elaborou uma metodologia pedagógica de formação que contemplasse a realidade dos municípios.

Assim, o processo formativo se iniciou efetivamente em 2014, com a realização do primeiro encontro presencial, que teve como público os gestores municipais da educação. A partir de então, iniciou-se o processo de multiplicação sobre o tema do trabalho escravo em cada município que aderiu ao projeto.

Daquele momento em diante, houve mais três encontros presenciais com esse mesmo público, cujo objetivo era realizar o acompanhamento pedagógico das ações que estavam sendo desenvolvidas, a atualização de temas correlatos ao trabalho escravo e a distribuição de materiais didáticos produzidos pelo programa. Essa pulverização de ações de prevenção foi contínua e ininterrupta ao longo de 16 meses.

O projeto contou com apoio do Grupo de Articulação Interinstitucional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo no Sul e Sudeste do Pará (Gaete) e da TAM Linhas Aéreas. Além disso, a ação teve parceria com a Comissão Pastoral da Terra no Pará e a Secretaria Municipal de Educação de Marabá, onde foram sediados os encontros presenciais da formação continuada realizada pelo “Escravo, nem pensar!”
O liberal

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