(Foto: Wagner Almeida)
Dois corpos. Um de bruços no meio da via e outro de peito para cima na sarjeta. Uma alameda sem saída e 2 jovens de 18 anos assassinados com tiros de pistola calibre 380 e Ponto 40. A última de uso restrito policial. No cenário do crime, moradores curiosos, lágrimas de alguns familiares e amigos, garrafas de cerveja espalhadas e estojos de pistolas. Felipe Lima do Nascimento e Lucas Portilho Rodrigues foram assassinados por motivos e matadores ainda desconhecidos.
O duplo homicídio registrado no início da madrugada de ontem (18), na alameda Otávio Maciel, na estrada da Providência, bairro Coqueiro, em Ananindeua, ainda é um mistério para a polícia, que ainda trabalha com poucas informações sobre o caso.
Testemunhas relataram que viram um veículo de cor vermelho, modelo Celta, estacionar na entrada da alameda. Em seguida, 3 homens armados desceram do carro e abordaram os 2 jovens que bebiam cervejas. No momento em que foram surpreendidos, teria começado uma troca de tiros entre vítimas e assassinos. Um deles, que seria Lucas, estaria armado e teria reagido, mas a tentativa foi frustrada e ambos morreram no local sem chances de receberem socorro médico.
No muro de madeira da casa em que Felipe morava estava pichado com spray de tinta preta: “Jack Okayda”. Conforme o levantamento feito pelo delegado de Polícia Civil Glauco Valentim, da Divisão de Homicídios (DH), ‘Okayda’ seria uma facção criminosa que age na capital paraense e região metropolitana”. Apesar do detalhe, ninguém soube informar se as vítimas teriam suposto envolvimento com a criminalidade.
O cenário do duplo assassinato foi isolado pela polícia, até a chegada dos peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O primeiro cadáver a ser analisado foi de Felipe. De acordo com o perito Jorge Lopes, ele foi baleado com 10 tiros de 2 tipos de pistola. “Os disparos foram todos na cabeça, costas, braços e principalmente no rosto. Os tiros foram de pistolas calibres 380 e Ponto 40.”, explicou.
A 15 metros dali, na direção do final da alameda, estava, na sarjeta, o corpo de Lucas. Caído de peito para cima na vala, ele foi atingido por 9 tiros de pistolas dos mesmos calibres que atingiram Felipe. Acertaram cabeça, braços e rosto.
Segundo o sargento da Polícia Militar (PM) Edivan Lago, do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a suposta arma usada por uma das vítimas pode ter sido levada pelo trio que cometeu o duplo homicídio. “Testemunhas disseram que o Lucas, que era de Abaetetuba, estava aqui há 3 dias e estava armado. Os moradores escutaram muitos tiros aqui. Provavelmente, levaram a arma dele após matá-los. Agora ninguém soube informar os motivos e nem a identidade dos autores do crime”, explicou.
REMOÇÃO
Após os procedimentos de levantamento de local de crime, os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia.
O caso deverá ser investigado pela Seccional Urbana da Cidade Nova, que ficará responsável pelo inquérito policial do duplo homicídio.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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